Secretária diz a deputados que Estado quer aumentar número de leitos em AL

largeA secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, apresentou, na tarde da segunda-feira (15), durante Audiência Pública na Assembleia Legislativa (ALE), as ações e investimentos realizados na saúde pública estadual durante o primeiro quadrimestre de 2015. De acordo com dados apresentados pela gestora da saúde estadual, foram investidos R$ 286 milhões, sendo 84% recursos provenientes do governo estadual.

A prestação de contas foi solicitada pela Comissão de Saúde da Casa de Tavares Bastos, presidida pelo deputado estadual Francisco Tenório e atendeu uma determinação da Lei Complementar 141, de janeiro de 2012. Dividida em três capítulos, o primeiro tratou da execução orçamentária, o segundo auditorias realizadas e executadas e o terceiro da oferta e produção de serviços de saúde. A secretária destacou que todas as ações implementadas pela Sesau estão sendo viabilizadas seguindo a linha de trabalho do governador Renan Filho, que tem a saúde como uma das prioridades de sua gestão.

Sobre as contas a pagar da gestão passada, a secretária explicou que foram quitados até agora R$ 48.163.872,99 (Quarenta e oito milhões, cento e sessenta e três mil, oitocentos e setenta e dois reais e noventa e nove centavos). Segundo Rozangela Wyszomirska, a Controladoria Geral do Estado (CGE) já auditou mais de 3 mil processos encontrados e faltam, agora, pouco mais de 2 mil.

Desse total, os que não apresentaram problemas foram liberados para pagamento pela CGE e os demais continuam sendo auditados e serão pagos à medida que forem aprovados. A secretária de Estado da Saúde informou, também, que está em permanente negociação com os fornecedores para parcelar todas as dívidas pendentes. “Estou à frente das negociações com os fornecedores e acho importante que a secretária esteja participando diretamente desse processo”, frisou.

Em relação à Atenção Básica, que é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), a secretária explicou foi iniciada uma estabilização nos municípios e que apenas três ainda não conseguiram atingir essa meta. Rozangela Wyszomirska lembrou que todos os esforços estão sendo empreendidos para aumentar a cobertura da saúde bucal no Estado, que é uma responsabilidade dos municípios e ainda é baixa.

Leitos – No caso dos leitos que são ofertados, informou que atualmente o Estado dispõe de 5.438 e que existe um déficit de 2 mil. Mas dentro do projeto de ampliação dos serviços, o Governo do Estado trabalha para ampliar esse número, com a construção de unidades hospitalares, a exemplo do Hospital Metropolitano, que deve funcionar na parte alta de Maceió.

A secretária, durante a apresentação, destacou o esforço que tem sido feito para melhorar os indicadores sociais no Estado e, para isso, as equipes trabalham e realizam uma série de ações em parceria com os 102 municípios.

Um dos exemplos citados pela secretária de Estado da Saúde são as Oficinas de Planejamento, que estão sendo realizadas nas regiões de saúde, com os gestores municipais. Rozangela afirmou que, elas são importantes para Alagoas, uma vez que irão apresentar dados para subsidiar o projeto de regionalização dos serviços de saúde, fazendo com que os usuários sejam atendidos em sua própria região, sem a necessidade de se deslocarem para Maceió, superlotando muitas vezes o Hospital Geral do Estado (HGE).

Sobre o HGE, a secretária revelou que alguns serviços foram implantados, como a angioplastia primária, salvando vidas de pacientes com infarto do miocárdio e, nos próximos meses, estará funcionando a Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC), que é uma das principais causas de mortes registradas na unidade. Sobre o Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, a titular da Sesau informou que a unidade passa por reestruturação.

No caso das crianças que possuem problemas cardíacos, Rozangela disse, ainda, que havia uma fila de espera quando ocupou a pasta, mas que os casos foram solucionados e os demais tiveram o encaminhamento devido. Para isso, foi firmado convênio com o Hospital do Coração, em Maceió, para que as crianças cardiopatas sejam atendidas no Estado. Com isso, somente os casos mais complexos serão encaminhados para hospitais de Sergipe e Pernambuco, onde serão realizadas três cirurgias por mês.

POR: GAZETweb

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