Pascoa em Traipu, origem das comemorações

DSC07106Traipu a exemplo de várias outras cidades do estado de Alagoas, comemora a pascoa seguindo a tradição. Ovos de pascoa foram distribuídos no Programa de fortalecimento de vínculos, PETI para crianças que fazem parte do programa.

Origem dos ovos da pascoa

Contudo, muitos não conseguem visualizar qual a relação existente entre essa celebração de caráter religioso com o hábito de se presentear as pessoas com ovos de chocolate.

Para responder a essa pergunta, precisamos voltar no tempo em que o próprio cristianismo estava longe de se tornar uma religião. Em várias antigas culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da primavera.

Não por acaso, vários desses ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse ovo festivo era feito através do cozimento deste junto a alguma erva ou raiz impregnada de algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.

Nesse período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Ostera, a deusa da Primavera. Em suas representações mais comuns, observamos esta deusa pagã representada na figura de uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos. Nesta imagem há a conjunção de três símbolos (a mulher, o ovo e o coelho) que reforçavam o ideal de fertilidade comemorado entre os pagãos.

A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a organização do Concilio de Niceia, em 325 d.C.. Neste período, os clérigos tinham a expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de algumas antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideário cristão. A partir de então, observaríamos a pintura de vários ovos com imagens de Jesus Cristo e sua mãe, Maria.

No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. Até que chegássemos ao famoso (e bem mais acessível!) ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a descoberta do continente americano.

Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os culinaristas franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História. Depois disso, a energia desse calórico extrato retirado da semente do cacau também reforçou o ideal de renovação sistematicamente difundido nessa época. Destacou Rainer Sousa, graduado em História.

Municipalidade em destaque:

A Sec. Municipal de Assistência Social, distribuiu peixe para algumas famílias do município, em virtude da Semana Santa, na Sexta Feira da Paixão as pessoas so comem peixe.

História da Semana Santa:

Quando o assunto é Páscoa, as divergências continuam.

Semana-Santa

A Semana Santa é o feriado mais importante do calendário cristão. O feriado santo é carregado de simbologias e significados que são interpretados de maneiras diferentes por católicos e protestantes.

De acordo com o diácono Nelson Alves, da Assembléia de Deus Missões, para os protestantes a semana santa significa saída do pecado e a libertação. “Nos cultos durante a semana santa relembramos a ressurreição de Jesus cristo que se sacrificou na cruz para salvar o mundo do pecado, para nós Cristo não morreu, ressuscitou e vive eternamente, é nisso que acreditamos”.

Outra diferença está na alimentação. Os evangélicos comem carne vermelha nos dias santos, enquanto na tradição católica a orientação é para comer pratos a base peixe, pelo fato do peixe ser considerado um alimento puro e já ter sido símbolo do cristianismo.

Nelson Alves explica que a ingestão de carne vermelha pelos evangélicos no período da semana santa se justifica em um fato histórico. “No livro bíblico de Êxodos capítulo 12, Jesus orienta os servos aprisionados no Egito que comam carne de cordeiro assado”, exemplifica.

Segundo a estudante Amanda Vilela, durante a semana santa os católicos procuram compensar o sofrimento de Jesus. “Na semana santa fui orientada pela minha família e até mesmo na época das aulas de catecismo a ficar um dia de jejum, orar e compensar o sacrifício que cristo fez por nós ao sacrificar-se, que é deixar de comer a carne vermelha no período da semana santa que simboliza para os católicos o sofrimento de Jesus, a semana santa para os católicos é um momento de penintência”.

Fonte: Canal 13/Brasil Escola

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