Pais de garota morta em escola pedem a Dilma que PF investigue caso

beatriz_mota_-_reduzidaOs pais da menina Beatriz Agêlica Mota, de 7 anos, morta a facadas em uma festa de formatura de uma escola do município de Petrolina, em Pernambuco, pediram nesta sexta-feira (19) à presidente Dilma Rousseff que o Ministério da Justiça autorize a Polícia Federal a investigar o caso. O crime ocorreu no dia 10 de dezembro de 2015, na instituição de ensino onde o pai da criança trabalhava.

O encontro entre os pais da garota com a presidente, que durou poucos minutos, ocorreu na cidade de Juazeiro, onde Dilma deu uma ‘aula’ a crianças de uma escola sobre como combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da zika (associado aos casos de microcefalia em bebês), da dengue e da febre chikungunya.

Os pais de Beatriz aproveitaram a oportunidade para pedir mais reforço nas investigações do crime. A mãe da garota, Maria Lúcia Mota, recebeu um abraço da presidente Dilma. Ela disse que a presidente se mostrou solidária à família.

A prefeitura de Juazeiro protocolou junto ao Ministério da Justiça pedido para que a Polícia Federal assuma o caso. A menina morava com a família em Juazeiro, cidade vizinha à Petrolina. Dois meses após o crime, a situação ainda segue sem solução.

Pais pedem justiça
A mãe da vítima, Lúcia Mota, cobra que o suspeito do crime seja identificado. “Eu vou viver para pedir justiça porque a polícia tem que nos dar uma resposta e a escola também”, diz. “Ainda não conseguimos retomar [a rotina]. Está sendo muito dificil. De uma certa forma, para a gente, parou tudo no tempo. Para ter uma ideia, não conseguimos retonar para a nossa casa”, contou.

Pais ainda não retomaram rotina após crime (Foto: Reprodução/TV São Francisco)Pais ainda não retomaram rotina após crime
(Foto: Reprodução/TV São Francisco)

O pai da menina ainda não conseguiu voltar ao trabalho, mesmo local onde a filha foi morta.

“Eu estou licenciado da escola para me organizar, mas eu não sei dizer quando terei condições de retornar à sala de aula”, afirma.

“Quando a gente perde um filho, a gente perde o nosso futuro, não tem expectativa do que vai fazer, de seguir adiante”, lamenta.

“A gente apela para que as pessoas liguem para o Disque Denúncia. Temos que pedir que a polícia e a escola nos dê uma resposta”, pede.

Criança de 7 anos foi assassinada durante uma solenidade de formatura em Petrolina (Foto: Taisa Alencar / G1)Criança de 7 anos foi assassinada durante uma
solenidade de formatura em Petrolina
(Foto: Taisa Alencar / G1)

Crime
Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, foi assassinada na noite de 10 de dezembro, com vários golpes de faca, durante uma solenidade de formatura do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, no Centro de Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

Estudantes realizaram um ato em frente ao colégio onde criança foi morta. Eles se reuniram para fazer uma oração e pedir paz e Justiça.

Segundo a Polícia Militar, a menina foi ao evento com os pais. O professor saiu de perto delas para participar da cerimônia. Minutos depois, a mãe percebeu que a filha tinha sumido.

Uma testemunha que estava na festa e que preferiu não se identificar contou o que viu. “Já perto do final da festa, quando a banda tocava, o professor Sandro subiu ao palco, já bastante angustiado e começou a chamar pela filha dele, perguntando: ‘Bia, minha filha, cadê você? Pessoal, alguém achou a minha filha?'”, afirmou.

Por: G1 Pe

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