Nova fase: Bernard esquece remédios do 7 a 1 e abandona alegria nas pernas

bernard-douglascostaBernard viveu momentos singulares nos últimos tempos. Jogou uma Copa do Mundo no Brasil, precisou substituir Neymar na semifinal, viu a Seleção sofrer a pior derrota de sua história, teve que voltar a um país em guerra, ouviu críticas públicas do técnico… Tudo isso com apenas 21 anos. Depois de uma temporada que não foi das melhores, ele se entendeu agora com o treinador Mircea Lucescu e, mesmo com 11 jogos no Campeonato Ucraniano, já jogou mais minutos que a edição passada. Titular nos últimos jogos da equipe, o camisa 10 agora planeja  seguir os passos de gente como Douglas Costa, Willian e Fernandinho. Nem que para isso tenha que deixar para trás a imagem de “guri com alegria nas pernas”.

– É uma situação complicada, já que essa primeira passagem (pela Seleção) terminou de forma um pouco conturbada. Não só para mim, mas para todos na Copa. Ganhar o apelido (de alegria nas pernas) foi uma surpresa e foi bem recebido, principalmente vindo de quem veio, de um técnico pentacampeão. Eu gosto do apelido, mas meu momento agora é de ser lembrado como Bernard – disse o meia, em entrevista ao GloboEsporte.com, ao ser questionado se ainda gostaria de ser lembrado como o “guri com alegria nas pernas”, como disse Felipão certa vez.

Para contar a história é preciso voltar até 7 de julho de 2014. Nessa data, Bernard precisou tomar remédio para dormir. Tinha que conter a ansiedade com a notícia que acabara de saber: iria substituir Neymar na semifinal que estava por vir, contra a Alemanha, no Mineirão. Na noite seguinte, já em Teresópolis, a mesma coisa. Só que o medicamento desta vez teria o objetivo de apagar, ainda que momentaneamente, a memória da derrota que fez a Seleção dar adeus ao sonho do hexa em casa da pior maneira possível: com o histórico 7 a 1.

– Tomei (remédio para dormir) duas vezes: antes do jogo, porque fiquei sabendo na noite anterior que jogaria, e depois, porque foi uma noite complicada para todos. Ninguém conseguiu explicar o que aconteceu. O Felipão me falou na noite anterior (que substituiria Neymar). Foi a melhor forma para que o jogador que entrasse e pudesse se preparar sem perder a concentração. A (noite) seguinte foi mais difícil para dormir. Lembro chegando na Granja, para jantar, era um silêncio total, ninguém sabia explicar, cada um foi para um quarto. Para mim, foi horrível, não consegui dormir.

Por: globoesporte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *