Laticínios adulterados eram comercializados por distribuidora em Arapiraca

miniaturaUma operação desencadeada pela Polícia Federal, na noite dessa quinta-feira (19), em Arapiraca, resultou na prisão do empresário Erisvaldo Luiz Neto, de 42 anos, proprietário da distribuidora de laticínios Pinguim Queijos e Frios Ltda. A operação teve como objetivo coibir o comércio de produtos derivados do leite e falsificação dos selos de inspeção do Ministério da Agricultura e da Agência de Desenvolvimento Agrário de Alagoas (Adeal). As investigações tiveram início em novembro de 2014 e, nesta sexta, a PF concedeu entrevista coletiva para esclarecer a operação.

Na entrevista, o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, André Costa, há indícios de que os produtos foram adulterados com soda cáustica, além de serem manipulados sem o mínimo de higiene.

“Nós constatamos que os produtos eram adulterados, mas, para obtermos a confirmação, todo o material foi encaminhado para o laboratório. Infelizmente, o consumidor é o maior prejudicado, pois, a ingestão desses produtos pode desencadear uma série de doenças”, explicou o delegado.

No local, foram apreendidos cerca de 2,3 toneladas de queijos, além de 370 kg de manteiga, todos impróprios ao consumo humano. Os produtos serão transportados do local para posterior destruição. Já a distribuidora será interditada pela Vigilância Sanitária, uma vez que os produtos eram manipulados, segundo a polícia, em condições totalmente inadequadas de higiene.

O material apreendido foi encaminhado para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), mas ainda não existe um prazo para a entrega do laudo. “Os técnicos do Lacen vão dar prioridade a esta atividade, trabalhando, inclusive, durante o final de semana”, enfatizou André Costa.

O proprietário da empresa foi autuado em flagrante pelos crimes de adulteração de produtos alimentícios e pela falsificação de selo público, podendo ser indiciado por dolo eventual.

Falsificação

O superintendente do Ministério da Agricultura em Alagoas, Allay Correa, informou que foram encontrados centenas de selos falsificados do Sistema de Inspeção Federal (S.I.F.), além de selos, também falsos, do Sistema de Inspeção Estadual (S.I.E.), ofertado pela Adeal.

“Esta empresa era registrada na Receita Federal, mas não havia registro no Ministério da Agricultura, além de na Adeal. Ou seja, ela funcionava totalmente irregular perante aos órgãos competentes. Também verificamos que não existia o alvará sanitário. Era totalmente irregular”, afirmou Allay.

Agora, o próximo passo da investigação é buscar empresas que compraram os produtos, a fim de identificar se estas faziam parte do esquema ou se também foram lesadas pela distribuidora.

Por: Gazeta Web

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