Grande Recife ganha 300 novas placas de alerta sobre tubarões

placastuba1Sem possibilidade de renovar o convênio para monitoramento de tubarões com o barco Sinuelo na orla de Pernambuco, o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) informou, nesta quinta-feira (24), que vai investir a verba prevista para 2015 em novas placas de alerta, equipamentos para o grupamento marítimo, uma pesquisa e ações educativas. Serão 300 novas placas entre Olinda e o Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.

O convênio com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) não pôde ser renovado devido ao contingenciamento do governo federal, que impediu a universidade de realizar novos convênios. O Cemit recebeu o comunicado sobre a impossibilidade de realizar as ações no dia 10 de setembro e estuda outros caminhos, como os investimentos em ações e sinalizações educativas.

O presidente do Cemit, Clóvis Ramalho, explica que uma licitação ainda vai ser lançada para a confecção da nova sinalização, que deve ser feita em fibra de vidro com carbono. “A praia traz vários outros riscos além do tubarão. Temos diversos outros perigos, então o Cemit e o Corpo de Bombeiros propõem uma placa nova, com informações que não existiam, baseadas em orientações e normas internacionais”, detalha.

Dois novos modelos vão ser implantados no estado. A sinalização de risco de tubarão é condensada agora em uma única placa, com instruções em português e inglês, além de contar com uma numeração. “A numeração é importante até para referência. As pessoas podem ligar para a emergência e dizer que estão em frente à placa 33, por exemplo”, afirma Ramalho.

Além da placa de alerta de ataque de tubarão, um novo modelo vai trazer informações sobre outros riscos, como correntes fortes, e também sobre proibições, como a impossibilidade de prática de surf, mergulhos ou outras atividades. O começo e o final do local de restrição devido a ataque de tubarões, em Olinda e no Cabo de Santo Agostinho, também vão ser sinalizados.

Software
O Cemit destacou que busca novas pesquisas para lidar com a questão dos tubarões, como o projeto de sistema de câmeras que será usado para reconhecer e monitorar quem estiver na praia, que vai ser desenvolvido pelo coordenador da Universidade Federal Rural de Pernambucano (UFRPE), Valmir Macário Filho.

A expectativa é de que a pesquisa se inicie em outubro, com captação de imagens entre o Pina, no Recife, e Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. O projeto, com valor estimado em R$ 32 mil, foi selecionado entre seis outros apresentados e divulgado pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado (Facepe). “Vamos trabalhar por 18 meses, inicialmente com uma câmera apenas. Depois, de acordo com os resultados, vamos ampliar”, destaca Macário Filho.

Captura de tubarões
Não há a possibilidade de, ainda em 2015, um barco voltar a fazer captura e soltura de tubarões na orla de Pernambuco, como o Sinuelo fazia, afirmou o presidente do Cemit. A Secretaria de Defesa Social (SDS) analisa inclusive a contratação de um novo barco no próximo ano através de licitação, caso o convênio com a UFRPE e o barco Sinuelo não possa ser retomado.

“Se tivermos outro barco, podemos ver com a UFRPE para fazer um convênio só com os técnicos, por exemplo. Tudo isso vai depender do que vai acontecer no próximo ano”, aponta Ramalho.

Por: G1 PE

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