Fechamento de Grupamento de Polícia Militar por falta de efetivo policial provoca caos em Palestina

1360271285img3368Palestina está entregue às baratas. Isso é o que pensa a maioria dos moradores do município, que está sem policiamento, desde o mês passado, quando o comando do 7º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sediado em Santana do Ipanema, decidiu fechar o Grupamento (GPM) da cidade, alegando falta de efetivo policial.

Desde então, quem precisar da Polícia Militar, terá que ligar para o GPM de Pão de Açúcar ou diretamente para o 7º-BPM. O problema é que o atendimento chega a ser atendido em até uma hora depois da solicitação, o que em caso de urgência será inútil.

Um exemplo disso aconteceu na noite do dia 4 deste mês, por volta da meia noite, quando um paredão de som automotivo, que seria pertencente a um vereador da cidade, tocava a todo volume, na principal praça pública da cidade. Uma idosa que reside a poucos metros do local ligou para o 7º Batalhão para reclamar da situação.

Se passou mais de uma hora do momento da ligação da anciã até a chegada de duas guarnições do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes) que fizeram os baderneiros desligar o paredão e ainda revistaram as pessoas que estavam participando da farra. Houve um momento de calmaria, mas só foi um momento mesmo, pois quando os policiais foram embora, a turma continuou perturbando, mas desta vez com algazarra.

Uma outra situação preocupante é o clima tenso que está acontecendo há quase um mês, durante as sessões ordinárias da Câmara de Vereadores do município. Populares revoltados com a atitude de edis da oposição estão indo até o Legislativo para protestar contra eles e a situação tem gerado uma grande confusão que termina com a presença da polícia todas as vezes.

Um oficial, supervisor de dia do 7º Batalhão, esclareceu que a demora no atendimento a chamada da população de Palestina não é comum e explicou que pelo fato do Pelopes também atender a outras 16 cidades da região, talvez tenha demorado a chegar na referida cidade por conta da distância em que se encontrava no momento. O militar atribuiu o problema à falta de efetivo policial para atender à demanda.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Lima Júnior, por meio da assessoria da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL), informou para a reportagem que a desativação do GPM de Palestina é temporária. Ele explicou que um número considerável de militares foi para a reserva e isso provocou um remanejamento de efetivo policial. O coronel disse ainda que um oficial foi designado para fazer um levantamento da tropa para que a reativação do grupamento aconteça em breve.

Por: Cada Minuto

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