Especialistas alertam médicos alagoanos sobre as arboviroses

b9eca47d3d5e30f0d74193059336dc22_LOs médicos alagoanos se reuniram na manhã deste sábado (14), no auditório do Conselho Regional de Medicina (CRM/AL), no Farol, para ouvir as novidades que especialistas apresentam sobre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e suas complicações. O encontro teve como foco a informação e também o alerta em relação à necessidade do diagnóstico e do tratamento.

Dengue, chikungunya e zika são as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, que provocam ainda complicações como a microcefalia e a Síndrome de Guillain-Barré (SGB). Diante do crescente registro dos casos dessas enfermidades, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Cremal se mobilizaram para promover essa atualização sobre o que há de novo no manejo clínico dos pacientes com patologias relacionadas ao mosquito.

De acordo com o presidente do Cremal, Fernando Pedrosa, a meta é ultrapassar as barreiras para que a informação chegue a todos os médicos dos 102 municípios alagoanos. “A prioridade é a identificação da doença para logo dar início ao acompanhamento necessário”, destacou ele, complementando que o diagnóstico e o tratamento são fundamentais.

Segundo o assessor de Média e Alta Complexidade da Sesau, Rogério Barboza, um dos temas abordados durante a atualização é a visão da reumatologia. “Sabemos que muitas dessas arboviroses estão acometendo os pacientes com dores articulares que os tornam incapacitantes para realização das atividades de seu dia a dia”, apontou Barboza.

O professor e médico da Atenção Básica, José Maria Constant, que organizou a programação do encontro, pensou numa atualização que abordasse acerca da questão epidemiológica, clínica, diagnóstica e das complicações, a exemplo da SGB, a qual o reumatologista Georges Christoupolos apresenta as novidades em relação ao tratamento.

Sobre as “nossas arbovirozes”, como ressalta o professor, três fatores são importantes: atentar para o diagnóstico; não descuidar da dengue, porque ela ainda é a doença mais grave e pode matar; e instrumentalizar os profissionais de saúde para o tratamento, tanto da microcefalia proveniente do zika vírus, como das dores e inflamações causadas pela SGB.

O reumatologista informou que os números são realmente alarmantes e que cerca de um terço dos pacientes com a SGB tendem a ficar com sequelas dessas incapacidades. “É preciso treinar as equipes de saúde e disponibilizar o kit para diagnóstico e ainda para o acompanhamento do paciente durante o tratamento”, explicou Christoupolos .

O reumatologista ressaltou ainda que as doenças relacionadas ao Aedes aegypti são o principal problema de saúde pública que o país enfrenta nos últimos anos, podendo até ser comparada à epidemia de Aids. Nesse sentido, ele alertou ainda para a necessidade urgente da prevenção: “é preciso eliminar o mosquito”.

Temas – A atualização abordou sobre os aspectos epidemiológicos e clínicos (Dr. José Maria Constant). Em seguida, o Dr. Georges Christoupolos esclareceu sobre a visão da reumatologia. A explanação sobre as complicações neurológicas foi esclarecida pelo Dr. Flávio Santana; e a temática sobre a gripe, encerrou a programação, com a Dra. Adriana Ávila.

Por: Traipu Notícia com Agência Alagoas

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