Domingo violento no Egito

egitoprotestosprimaverartsasmaa-waguih02Pelo menos 16 pessoas morreram e 30 ficaram feridas neste domingo no Egito em confrontos entre manifestantes e polícia, no dia em que o país comemora o quarto aniversário da revolta popular de 2011 que tirou Hosni Mubarak do poder. Para marcar a data, partidários do ex-presidente islamita Mohamed Mursi convocaram protestos contra o regime do atual presidente e ex-chefe do Exército, Abdel Fattah al-Sissi.

No Cairo, os manifestantes pró-Mursi foram mortos em confrontos com a polícia, segundo o ministério da Saúde. Um policial teria sido morto por manifestantes no norte da capital egípcia, e outros ficaram feridos por balas de chumbo. Outro manifestante que estava armado e teria aberto fogo contra a polícia durante uma manifestação na cidade de Alexandria também foi morto, segundo as autoridades.

Na capital, a praça Tahrir, epicentro da revolta de 2011, estava sendo monitorada por um forte esquema de segurança. Algumas dezenas de simpatizantes de Sissi se reuniram perto do local, levando bandeiras egípcias e gritando “viva o Egito”, segundo um jornalista da AFP.

“É o funeral da revolução”, lamentou Mamdouh Hamza, figura importante do movimento de 2011 que estava perto do ato. “A situação não melhorou e nada mudou desde que Sissi assumiu o poder”, criticou. Em todo o Cairo, onde as ruas estavam desertas e policiais armados com submetralhadoras vigiavam as principais avenidas do centro da cidade, manifestantes islamitas queimaram um posto da polícia.

Ao todo, 134 pessoas foram presas ao longo das manifestações, segundo fontes de segurança. O dia 25 de janeiro de 2011 marca o início de 18 dias de manifestações massivas que obrigaram Hosni Mubarak a entregar o cargo de presidente em 11 de fevereiro.

Sissi, eleito em maior com mais de 90% dos votos após ter destituído Mursi em julho de 2013, goza do apoio de grande parte da opinião pública, abalada por quatro anos de instabilidade polícia e de crise econômica.

Por:Terra

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