De forma negativa Traipu é apontado no mapa do desmatamento

201605062333_a692485ae2Um dado alarmante divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) põe Alagoas em uma situação de destaque negativo em todo o País. Segundo o levantamento feito pelo órgão, em 2015 o estado perdeu cerca de 90% de reserva nativa de mata atlântica e 82,6% da caatinga. O Ministério do Meio Ambiente informa que a abrangência de cada bioma no estado compreende 14.802 hectares de mata atlântica (52% do total) e 12.995 hectares para a caatinga (48%).

Atualmente, restam poucos fragmentos de vegetação nativa, típicos de cada bioma. Em 2010, informações que constam no livro ‘Cobertura Vegetal do Estado de Alagoas’, produzido pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), em conjunto com a Petrobras, davam conta de que a distribuição da vegetação natural remanescente em Alagoas representava apenas 4.248,96 km², ou seja, 15,28% da área total do estado.

Já a caatinga é considerada muito importante do ponto de vista biológico por apresentar fauna e flora únicas, formada por uma vasta biodiversidade, rica em recursos genéticos e de vegetação constituída por espécies, lenhosas, herbáceas, cactáceas e bromeliáceas.


O IMA, responsável por fiscalizar o meio ambiente em Alagoas, tem realizado constantes ações, em conjunto com o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Ibama e Ministério Público, em locais onde há uma grande incidência de desmatamento ou apurando denúncias anônimas de crimes ambientais.

Traipu

Essa ações foi denominada de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), que monitora os municípios ribeirinhos ao Rio São Francisco. Em um dos trabalhos feitos em novembro do ano passado, no município de Traipu, a equipe flagrou crime ambiental em uma fazenda. Cerca de 30 hectares de vegetação nativa da caatinga foram desmatados por um dos funcionários com um trator. As árvores e os galhos ainda estavam amontoados no local.

Segundo a assessoria do MPE, o proprietário não estava no imóvel no dia da fiscalização, porém, o Ibama fez contato por telefone e informou que o fazendeiro seria notificado.

As punições são diversas, a depender de diversas características da área degradada, como, por exemplo a extensão, espécies que foram retiradas, da finalidade, dentre outras, a exemplo de situações agravantes, como o desmatamento em áreas protegidas (UCs ou APPs).

Por: Traipu Notícia com Gazetaweb

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