Alagoas reduz em mais de 90% a incidência de zika e chikungunya no Estado

Texto de Fabiano Di Pace

Marcando o Dia Nacional de Combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zyca e chikungunya, celebrado no dia 8 de dezembro, representantes das três esferas da administração pública participaram de uma reunião, na sede da Defesa Civil, onde foram apresentados os dados das doenças e as ações propostas para o próximo ano, além de uma inspeção a um imóvel abandonado na capital alagoana.

Na ocasião, o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, representando o governador Renan Filho, destacou os avanços obtidos no último ano pela gestão estadual. “Os números de casos de dengue de 2017 caíram em mais de 80%, em relação aos do ano passado, os de zika, superior a 95% e chikungunya 96%. São números que demonstram o sucesso do trabalho realizado com dedicação pelo Governo do Estado em parceria com os municípios e o governo federal”, destacou o gestor da pasta da Saúde.

Campanha Nacional de Combate ao Aedes aegypti destacou forte redução dos índices, comparado a 2017 (Crédito: Thiago Henrique)

Apesar dos números positivos, a população não pode esmorecer na luta e fiscalização aos focos de reprodução do mosquito. “As ações continuam e todos devem se manter alerta, continuando a exercer o seu papel de cidadão evitando o acúmulo de água parada nas casas e acionando as autoridades quando necessário. Agindo assim estarão garantindo sua própria saúde, a de seus familiares e vizinhos”, ressaltou Christian.

O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Major Moisés de Melo, destacou o papel dos municípios em promover ações de educação e combate. “Palestras nas escolas, trabalhos sistemáticos de recolhimento de pneus e averiguação em prédios e casas abandonadas são algumas das ações que desenvolvemos em conjunto com a Sesau e os municípios ao longo deste ano e devem continuar até que o combate ao mosquito seja integral em Alagoas”, explicou o Major.

Segundo a gerente de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Sesau, Daniele Castanha, os números foram diminuídos graças a ações como a realizada em parceria com a Universidade de Ciências de Saúde de Alagoas (Uncisal) que mapeou residências nos bairros do Trapiche e Vergel, reunindo 153 acadêmicos da instituição, e o projeto “Todos contra o Aedes aegypti”, em parceria com editora Ensinart, que envolveu 23 mil alunos de 23 escolas da rede pública de ensino.

“Iniciativas como essas, envolvendo a comunidade acadêmica e a população, multiplicam conhecimento e reforçam a ideia de que o combate ao mosquito é uma responsabilidade de todos”, reforçou Daniele.

Fiscalização – Após a reunião, os gestores realizaram uma vistoria em residência abandonada no bairro do Prado, em Maceió, acompanhados por agentes de endemias do Estado.

Autoridades estaduais, federais e municipais participaram de inspeção em imóvel abandonado  (Crédito: Thiago Henrique)

No local, foram encontrados diversos focos de reprodução do mosquito, incluindo uma piscina já há muito tempo desativada e caixa d’água destampada. O secretário estadual do Meio ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas, Alexandre Ayres, destacou que a identificação de locais assim acontece de forma contínua.

“O trabalho dos órgãos de fiscalização é realizado frequentemente ao longo de todo ano. Com a chegada do verão, as ações serão intensificadas, trazendo mais segurança e tranquilidade para os habitantes do estado”, reforçou o secretário.

Microcefalia – Christian Teixeira lembrou ainda que o estado oferece assistência a todos os bebês que nasceram portando microcefalia, doença relacionada ao zika vírus. “A gestão estadual está apta a ofertar o melhor tratamento possível a essas crianças. Atuando sempre com parcerias importantes, com órgãos públicos e privados, podemos garantir que esses pequenos alagoanos recebam toda a ajuda que precisam ao mesmo tempo em que agimos de forma preventiva para que essa verdadeira tragédia humanitária não torne a se repetir”, falou o secretário.

Por: Agência Alagoas

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