Sesau orienta profissionais que utilizam voz como trabalho

b67f3a05ed46fa7a4f19254f5d8a07d4_L“A laringe é considerada o órgão das emoções”. A afirmação da fonoaudióloga da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) Rayné Melo quer dizer que o órgão é responsável pela verbalização, quando a voz está associada às formas de expressão na vida.

Com a proximidade do Dia Mundial da Voz, celebrado no próximo dia 16 de abril, a Sesau iniciou as atividades em menção à data. Para isso, foi realizada uma oficina sobre a importância da voz, destinada aos profissionais que a utilizam como instrumento de trabalho, a exemplo das operadoras de telemarketing, telefonista, recepcionista e profissionais de saúde da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal).

Uma das participantes do curso foi a operadora de telemarketing Magda Paulino Silva. Ela atua há 15 anos na função com uma jornada de trabalho de 6h ao dia. “Eu nunca tive problema com a voz. Mas, para isso, eu adotei alguns cuidados, como falar baixo e tomar bastante água, evitando ingerir a bebida gelada”, contou Magda.

“É ótima a proposta de uma oficina como incentivo para a boa comunicação”, complementou a operadora de telemarketing da Adefal. Para a fonoaudióloga da Sesau, além de informativo, o curso é uma forma de prevenir a doença conhecida por disfonia – qualquer dificuldade na emissão vocal que impeça a produção natural da voz.

“A rouquidão é o principal problema de voz”, aponta Rayné Melo. No entanto, muitos pacientes apresentam também cansaço ao falar, pigarro ou tosse persistente, sensação de aperto ou peso na garganta ou ressecamento. “Se essas alterações aparecerem por 15 dias consecutivos, o paciente deve procurar o médico”, orienta a fonoaudióloga.

O profissional de saúde responsável por esse atendimento é o otorrinolaringologista, que, após os exames necessários, pode encaminhar o paciente para o tratamento com um fonoaudiólogo. Caso o trabalhador que esteja com problema na voz não tenha acesso a esse atendimento especializado, ele pode procurar a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), que faz o atendimento prioritário, principalmente aos professores.

Projeto de Voz

A Sesau visitou os municípios alagoanos com registro de trabalhadores com alteração vocal para implantar o fluxo de atendimento. Em parceria com a Secretaria de Estado da Educação e a Superintendência de Perícia Médica e Saúde Ocupacional, as escolas devem preencher a ficha de notificação em disfonia e encaminhar à Vigilância Epidemiológica para inserção no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Em 2016, foram notificados 95 casos de disfonia. Segundo a fonoaudióloga da Sesau, “é um número tímido, mas representa um aumento no registro da notificação comparado aos anos anteriores”. Isso porque em 2003 foram apenas sete registros e no ano passado (2015), 30 notificações.

Por: Agência Alagoas

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