Agentes de saúde e de endemias realizam paralisação em Arapiraca

Na manhã desta terça-feira (24) agentes municipais de saúde e de endemias de Arapiraca paralisaram as atividades em protesto ao não cumprimento das reivindicações da categoria. Os agentes reivindicam o retroativo do piso salarial, o 13º dos funcionários contratados, reajuste de 9% do salário mínimo, repasse do recurso do Programa de Melhoramento do Atendimento de Qualidade (Pmaq), fardamento entre outras reivindicações.

Os manifestantes realizaram um ato em frente ao prédio da Câmara Municipal de Vereadores no sentido de pressionar os vereadores a interferir junto ao poder público municipal, uma audiência com a prefeita Célia Rocha (PTB) para discutir a pauta de reivindicação. Mais de 600 agentes de saúde e de endemias trabalham na Prefeitura de Arapiraca, desse total cerca de 200 são contratados.

O presidente Márcio Marques recebeu uma comissão de servidores públicos da saúde municipal e garantiu que vai agendar uma reunião com a prefeita Célia Rocha até a próxima sexta-feira (27) para que essas questões possam ser avaliadas e que haja um avanço nas negociações entre sindicato e gestão municipal.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Metropolitano do Agreste, José Anselmo dos Santos, o município tem negligenciado direitos garantidos aos trabalhadores da saúde. Ele denunciou que mensalmente a Secretaria Municipal de Saúde recebe uma verba federal no valor de R$ 400 mil do Programa de Melhoramento do Atendimento de Qualidade (Pmaq.).

Ainda segundo Anselmo esse recurso deve ser direcionado a capacitação e outros investimentos para os profissionais que fazem parte do Programa de Saúde da Família (PSF), do qual os agentes de saúde fazem parte. “O secretário de saúde informou que essa verba foi utilizada para pagar salários de médicos e enfermeiros mas essa não é a finalidade do recurso do Pmaq”, afirmou Anselmo. Após a reunião com os servidores públicos municipais decidiram suspender a paralisação e retomar as atividades. Se não for agendada a reunião com a prefeita até a próxima sexta-feira, a categoria vai decidir em uma assembleia marcada para o dia 01 de abril se vai entrar em greve.

Por: 7Segundos

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